Por muito tempo, a esteira foi vista como a principal aliada de quem queria emagrecer. Hoje, esse cenário mudou. Impulsionada por novas evidências científicas e por uma mudança de comportamento entre praticantes de atividade física, a musculação deixou de ser associada apenas ao ganho de músculos para ocupar um papel central em programas voltados ao emagrecimento, à saúde metabólica e ao envelhecimento saudável.
O resultado é uma geração que entende que o cardio continua importante, mas que o treino de força pode ser decisivo para transformar a composição corporal e manter os resultados no longo prazo.
“Ainda existe a ideia de que emagrecer depende apenas de fazer muito exercício aeróbico, mas hoje sabemos que a musculação tem um papel fundamental nesse processo. Ela preserva a massa muscular durante o emagrecimento, melhora a composição corporal, aumenta o gasto energético ao longo do dia e contribui para que os resultados sejam mais duradouros”, afirma Cacá Ferreira, gerente técnico da Cia Athletica.
Os benefícios, porém, vão além da balança. Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine analisou dados de 147.374 homens e mulheres, acompanhados por até 30 anos, e concluiu que pessoas que praticavam entre 90 e 119 minutos de musculação por semana apresentaram 13% menos risco de morte por qualquer causa, além de redução de 19% na mortalidade por doenças cardiovasculares e de 27% por doenças neurológicas, em comparação com quem não realizava treinamento de força. A pesquisa também mostrou que os maiores benefícios ocorreram entre aqueles que combinavam musculação e exercícios aeróbicos, reforçando que as modalidades são complementares, e não concorrentes.
Na prática, isso ajuda a explicar por que a musculação passou a ser considerada uma das principais ferramentas para o emagrecimento sustentável. Ao contrário do que muitos imaginam, perder peso e perder gordura não são a mesma coisa. Enquanto dietas muito restritivas ou excesso de exercícios aeróbicos podem reduzir também a massa muscular, o treino de força ajuda a preservar essa musculatura durante o déficit calórico, favorecendo um metabolismo mais ativo e uma redução de gordura mais consistente.
“O foco não deve ser apenas emagrecer, mas melhorar a composição corporal. Muitas pessoas ficam frustradas porque o peso não muda tanto quanto esperavam, quando, na verdade, estão ganhando massa muscular e reduzindo gordura. É uma mudança muito mais importante para a saúde do que simplesmente perder quilos”, explica Ferreira.
Outra transformação importante envolve a forma de treinar. A ideia de que sessões longas são sinônimo de melhores resultados vem perdendo espaço para protocolos mais inteligentes e individualizados. Estudos mostram que sessões entre 45 e 60 minutos, realizadas com intensidade adequada e boa execução técnica, costumam ser suficientes para promover ganhos de força, hipertrofia e emagrecimento. A partir desse tempo, especialmente quando não há planejamento, o aumento da fadiga pode comprometer a recuperação muscular e reduzir a eficiência do treino.
Segundo Ferreira, a qualidade sempre supera a quantidade. “Não existe treino ideal para todo mundo. O melhor programa é aquele construído a partir da avaliação física, considerando objetivos, histórico, limitações e evolução de cada aluno. Quando o treinamento é individualizado, cada exercício passa a ter um propósito, o risco de lesões diminui e os resultados aparecem com muito mais consistência.”
Embora a musculação ocupe hoje um lugar de destaque, isso não significa que o cardio tenha perdido importância. Caminhada, corrida, bicicleta, natação e outras atividades continuam sendo fundamentais para o condicionamento cardiovascular e a saúde do coração. A diferença é que a recomendação atual dos especialistas é abandonar a ideia de disputa entre modalidades.
“O cardio e a musculação cumprem papéis diferentes. O exercício aeróbico melhora a capacidade cardiorrespiratória e aumenta o gasto calórico durante a atividade. Já a musculação fortalece o corpo, preserva a massa magra e mantém o metabolismo mais ativo ao longo do dia. Quando os dois são combinados de forma estratégica, como por exemplo nas nossas aulas de Hyrox, os benefícios são potencializados”, conclui o gerente técnico da Cia Athletica.
Sobre a Companhia Athletica
A Companhia Athletica está presente no mercado há mais de 40 anos e conta com 18 unidades em operação nas cinco regiões do país, além de mais uma segunda unidade em Brasília em fase de construção. Ao longo de sua trajetória, a rede se firmou como referência no fitness brasileiro pela seriedade, profissionalismo e cuidado com as pessoas. É uma academia completa para todas as fases da vida: do bebê ao bisavô, e tem no seu DNA o compromisso de fazer o aluno sair sempre melhor do que entrou.
A primeira unidade foi inaugurada em 1985, em São Paulo. Instalada na Rua Kansas (Brooklin), nascia como primeiro espaço construído especialmente para abrigar uma academia de ginástica no Brasil. Foi a primeira rede de academias a funcionar aos sábados, domingos e feriados (exceto Natal e Ano Novo), oferecendo também um dos maiores parques aquáticos do Brasil, com 22 piscinas, sendo 11 semiolímpicas. Juntas, as unidades somam mais de 60 mil metros quadrados de área construída de academia, fora estacionamentos.
Sempre em linha com as novas tendências, hoje a rede de academias premiumdisponibiliza para os seus alunos uma infraestrutura de primeira: localização privilegiada pela comodidade e segurança, equipamentos de última geração, ambientes exclusivos para diversas modalidades esportivas e todas as idade, professores especialistas e tecnologia a favor da melhor experiência do aluno como o CiaOn: aplicativo de celular que reúne diversas funcionalidades, como a grade de horário das aulas, agendamento de serviços, os treinos elaborados pelos professores e agora também o CIA GO (aulas e treinos virtuais). Bicampeã da pesquisa “Melhor Academia do Brasil” em Atendimento ao Cliente do Estadão (2024 e 2025), a Companhia Athletica reforça seu compromisso permanente com a excelência, a inovação e o bem-estar de seus alunos.