Oscar: morre mais um ídolo do esporte brasileiro

FOTO: Reprodução NBA

Por George Fernandes

 

Todos nós, brasileiros, fomos surpreendidos nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, com a notícia da morte do maior ídolo do basquete brasileiro. Oscar Schmidt, o ‘Mão Santa’, que ensinou os americanos a arremessar da linha dos três pontos, nos deixou aos 68 anos de idade.

O esporte nacional, que já perdeu ícones como Ayrton Senna e Pelé, agora tem um reforço no Céu ou em outro plano espiritual, como queiram. Oscar se foi, mas deixou um legado, inclusive, para a NBA, mostrando que os arremessos da linha de 3 pontos era possível.

Oscar era potiguar como eu, em que pese ter saído do Rio Grande do Norte ainda jovem, por causa da itinerante vida militar do seu pai. Não tive o prazer de conhecê-lo, mesmo tendo atuado por dez anos, no início da minha carreira, como jornalista esportivo em TV, portal e jornal.

Mas, cheguei a entrevistar Tadeu Schmidt, lá por 2002 ou 2003 (não lembro bem o ano), irmão de Oscar e hoje apresentador do programa global Big Brother Brasil – BBB. Na ocasião, Tadeu vestia a camisa da Universidade de Brasília – UnB. Era o Campeonato Brasileiro Universitário, que estava sendo realizado no Palácio dos Esportes, em Natal. Eu, na Tribuna do Norte, Tadeu ainda estudante de Jornalismo. Lembro pouco daquele encontro. Mas, o que me marcou foi o fato de Tadeu, irmão do maior ídolo do basquete, jogar vôlei. Lembro também do amor de Tadeu ao falar do irmão.

Dito isto, fico triste em olhar para os lados e não encontrar mais ídolos no esporte brasileiro. Os maiores se foram. É bem verdade que ainda temos um – pra mim, o maior – vivo, porém já aposentado, como era Oscar. Estou falando de Zico, que no próximo dia 30 de abril receberá de presente, ainda em vida, o seu filme: Zico, o Samurai de Quintino. Esse, eu não perco.

Vá em paz, grande Oscar! E que em breve surjam novos Oscares, Ayrton Sennas, Pelés e Zicos, para celebrarmos o esporte e termos do que nos orgulhar. Quem sabe, assim, com novos ídolos no esporte, boa parte do povo brasileiro pare de idolatrar políticos.

 

 

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