CPB celebra 50 anos da primeira medalha do Brasil na história Paralímpica

Primeira medalha Paralímpica da história, de, foi conquistada na modalidade Lawn Bowls (semelhante à bocha). Jogos de Toronto 1976.

O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) celebra nesta quinta-feira, 6, os 50 anos da primeira medalha do Brasil na história dos Jogos Paralímpicos. Há meio século, nos Jogos Paralímpicos de Toronto 1976 – segundo com participação brasileira na competição –, os atletas Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa, conhecido também como “Curtinho”, conquistaram a medalha de prata na disputa de duplas do lawn bowls, modalidade extinta e semelhante à bocha, praticada sobre a grama.

A medalha conquistada no Canadá marcou o início da trajetória brasileira nos pódios paralímpicos. Quase cinquenta anos depois, em Paris 2024, o Brasil consolidou-se entre as cinco potências mundiais, com um total de 461 medalhas conquistadas na história dos Jogos.

Primeiro pódio brasileiro

A delegação brasileira participou dos Jogos Paralímpicos de Toronto com atletas do basquete em cadeira de rodas. Na época, os competidores também podiam disputar outras modalidades durante o evento. Foi nesse contexto que o alagoano Robson Sampaio de Almeida e o fluminense Luiz Carlos da Costa participaram do torneio de lawn bowls e conquistaram a medalha de prata. A disputa foi realizada no Etobicoke Lawn Bowling Club, em Toronto. A medalha de ouro ficou com a dupla australiana Magennis e Thwaite, enquanto os britânicos Avis e McCreaisie conquistaram o bronze.

A edição de Toronto também representou um marco para o Movimento Paralímpico internacional. Pela primeira vez, atletas com deficiência visual e atletas amputados participaram dos Jogos, ampliando o número de classes esportivas na competição. O evento também teve maior alcance por meio das transmissões de televisão realizadas no Canadá.

No Brasil, Robson Sampaio já era um dos principais nomes do esporte para pessoas com deficiência do país. Em 1958, participou da fundação do Clube do Otimismo, no Rio de Janeiro, entidade pioneira na promoção do esporte para pessoas com deficiência. Também foi fundador e primeiro presidente da Associação Nacional de Desportos para Deficientes (ANDE) e integrou a primeira delegação brasileira em Jogos Paralímpicos, em Heidelberg 1972. As medalhas conquistadas por Robson Sampaio de Almeida e Luiz Carlos da Costa em Toronto 1976 integram, atualmente, o acervo do Centro de Memória Brasil Paralímpico, projeto do CPB voltado à preservação da história do Movimento Paralímpico brasileiro.

Evolução em medalhas

Após a prata conquistada no lawn bowls em 1976, o Brasil passou em branco na edição seguinte dos Jogos Paralímpicos, disputada em 1980, em Arnhem, nos Países Baixos. A retomada dos pódios veio quatro anos depois, em Stoke Mandeville, na Inglaterra, quando a delegação brasileira encerrou sua participação com 28 medalhas: sete ouros, 17 pratas e quarto bronzes.

Entre os marcos da evolução brasileira em medalhas está a conquista do 100º ouro paralímpicobrasileiro. O feito ocorreu nos Jogos de Tóquio 2020, realizados em 2021 devido à pandemia de Covid-19, quando o sul-mato-grossense Yeltsin Jacques venceu os 1.500m da classe T11 (cegos).

Em Paris 2024, o Brasil também vibrou outro feito histórico. O 400º pódio do país em Jogos Paralímpicos veio com o bronze do paulista André Rocha no lançamento de disco da classe F52 (atletas que competem em cadeiras de rodas).

A última vez que o Brasil esteve no pódio foi com a carioca Tayana Medeiros. Em 8 de setembro de 2024, em Paris, a halterofilista que tinha como melhor levantamento 147kg nas três primeiras tentativas, ergueu 156kg na quarta pedida, ganhou o ouro e, de quebra, estabeleceu um novo recorde paralímpico.

Cinquenta anos depois da conquista da primeira medalha paralímpica com Robson Sampaio e Luiz Carlos da Costa, o Brasil já soma 461 pódios na história dos Jogos. Em Paris 2024, a delegação brasileira alcançou a melhor campanha de sua trajetória, com 88 medalhas — 25 ouros, 25 pratas e 38 bronzes — e a inédita quinta colocação no quadro geral.

Multimedalhistas paralímpicos

Além de consolidar-se como uma das principais potências do esporte paralímpico mundial, o Brasil revelou lendas que marcaram a história dos Jogos. O paulista Daniel Dias é o nome de maior peso em medalhas entre os atletas brasileiros. Aposentado desde 2021, o nadador conquistou 27 medalhas ao longo da carreira: 14 ouros, sete pratas e seis bronzes.

Na sequência aparecem o carioca André Brasil e o potiguar Clodoaldo Silva, ambos da natação, com 14 medalhas cada. André Brasil soma sete ouros, cinco pratas e dois bronzes, enquanto o “Tubarão Paralímpico” conquistou seis ouros, seis pratas e dois bronzes. Entre as mulheres, um dos principais nomes é a pernambucana Carol Santiago. A nadadora acumula seis ouros, três pratas e um bronze em Jogos Paralímpicos, sendo a brasileira com o maior número de medalhas de ouro na história da competição. A mineira Ádria Santos, que competiu pelo atletismo nas provas de 100m, 200m e 400m, conquistou 13 medalhas (quatro ouros, oito pratas e um bronze), sendo a mulher com mais pódios totais do país.

Patrocínio

As Loterias CAIXA, a CAIXA, a Braskem e a Asics são as patrocinadoras oficiais do atletismo.
A CAIXA e as Loterias CAIXA são as patrocinadoras oficiais da natação.

Programa Loterias CAIXA Atletas de Alto Nível

Os atletas Yeltsin Jacques e Tayana Medeiros são integrantes do Programa Loterias Caixa Atletas de Alto Nível, programa de patrocínio individual da Loterias Caixa e da Caixa que beneficia 141 atletas.

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