Com o início da Copa do Mundo de 2026, um hábito tradicional voltou a ganhar espaço nas campanhas das emissoras de televisão: o incentivo à instalação de antenas digitais. A razão é simples. Mesmo em uma era dominada pelo consumo de conteúdo online, a TV aberta ainda costuma entregar as imagens dos jogos antes das plataformas de streaming.
A diferença chama a atenção justamente na edição mais digital da história do torneio. Segundo estimativas da FIFA, cerca de 5 bilhões de pessoas devem acompanhar as partidas disputadas nos Estados Unidos, Canadá e México. Além da audiência tradicional da televisão, plataformas de streaming, redes sociais e canais digitais devem registrar volumes recordes de acesso ao longo da competição.
O fenômeno reflete uma transformação no comportamento do público. Na Copa de 2022, a transmissão da eliminação do Brasil para a Croácia registrou quase 7 milhões de espectadores simultâneos nas plataformas digitais. Em 2026, a expectativa é de que o consumo em múltiplas telas seja ainda maior, impulsionado pela popularização do streaming e pela busca por conteúdo em tempo real.
Por trás dessa experiência existe uma infraestrutura digital cada vez mais complexa. Enquanto o sinal da TV aberta é transmitido diretamente das emissoras para os aparelhos receptores, o streaming exige uma longa cadeia tecnológica que envolve captura, processamento, codificação, armazenamento e distribuição do conteúdo para milhões de dispositivos conectados simultaneamente.
Segundo Rafael Lozano, CEO da TelCables Brasil, o principal desafio está em garantir que todo esse fluxo ocorra com o menor atraso possível.
“Quando o usuário assiste a uma transmissão online, existe uma enorme estrutura operando nos bastidores. Cada etapa do processo adiciona alguns milissegundos à entrega do conteúdo. Em eventos de grande audiência, esses pequenos atrasos se acumulam e podem representar vários segundos de diferença em relação à transmissão tradicional. É o famoso, escutar o gol na casa do vizinho, enquanto na TV está lançando o escanteio”, afirma.
O desafio se torna ainda mais relevante diante do avanço do consumo digital. Uma pesquisa da Kantar aponta que 77% dos brasileiros pretendem acompanhar a Copa do Mundo deste ano. Embora a TV aberta permaneça como principal meio de acesso, escolhida por 73% dos entrevistados, o streaming já alcança 31% do público. Além disso, metade dos torcedores afirma que acompanhará o torneio também por meio das redes sociais.
Para suportar esse crescimento, operadoras, provedores de infraestrutura e empresas de tecnologia vêm ampliando investimentos em capacidade de rede, redundância operacional e redução de latência.
“Hoje, a experiência do torcedor vai muito além da transmissão da partida. Ele acompanha estatísticas em tempo real, interage nas redes sociais, assiste a vídeos complementares e utiliza diferentes aplicações simultaneamente. Tudo isso depende de uma infraestrutura capaz de processar e transportar grandes volumes de dados sem comprometer a qualidade da experiência”, explica Lozano.
Nesse cenário, os data centers assumem papel estratégico. São eles os responsáveis por armazenar, processar e distribuir grande parte dos conteúdos consumidos pela internet, aproximando aplicações e usuários para reduzir atrasos e garantir maior estabilidade durante picos de acesso.
Ao mesmo tempo, os cabos submarinos seguem como a espinha dorsal da economia digital global. Responsáveis por mais de 95% do tráfego internacional de dados, eles conectam o Brasil aos principais centros mundiais de conteúdo, computação em nuvem e serviços digitais.
“Nunca houve uma demanda tão grande por capacidade e baixa latência. O crescimento do streaming, da inteligência artificial e dos ambientes em nuvem tornou a conectividade um elemento estratégico para praticamente todas as experiências digitais. Eventos globais como a Copa do Mundo deixam essa necessidade ainda mais evidente”, destaca o executivo.
Se para o torcedor a disputa está em descobrir quem verá o gol primeiro, para o setor de telecomunicações o desafio é garantir que milhões de pessoas possam assistir ao mesmo lance com qualidade, estabilidade e o menor atraso possível. Na era da economia digital, a experiência em tempo real tornou-se um dos principais indicadores da eficiência da infraestrutura que sustenta a internet.
Sobre a TelCables Brasil
A TelCables Brasil, subsidiária do grupo Angola Cables, é uma operadora global especializada em soluções de conectividade, transporte de dados e infraestrutura digital. A empresa atua em diversos mercados, oferecendo serviços inovadores e de alta performance para empresas e organizações que demandam conectividade internacional segura e eficiente. Para mais informações, acesse: https://telcables.com.br/