Por que algumas pessoas vivem lesionadas e outras não? A genética responde!

FOTO: Divulgação

No futebol, corrida e tantas outras modalidades de alto desempenho, os atletas se acostumaram a tratar a dor como parte do jogo. Muitos deles convivem com desconfortos crônicos, camuflando sintomas com analgésicos até que a lesão se torne intratável, resultando em longos períodos de afastamento ou cirurgias precoces. No entanto, uma nova abordagem, pautada pela medicina de precisão, está mudando este cenário: em vez de apenas tratar a lesão, a evolução da ciência agora permite prevenir a lesão antes mesmo dela ocorrer.

É o caso da Ciera Genomics, biotech brasileira, referência em testes genéticos e medicina personalizada no Brasil. A empresa atua no movimento de trazer o conhecimento profundo sobre a biologia do atleta para o centro das decisões esportivas. Assim como grandes clubes europeus, a biotech utiliza exames genéticos e de metabolômica para mapear as predisposições biológicas individuais de cada esportista.

“O que fazemos é analisar a biologia do indivíduo, não apenas o esporte que ele pratica. O exame genético nos mostra o ‘arcabouço’ do atleta: como estão suas articulações, a qualidade do seu colágeno e como suas fibras musculares foram criadas”, explica Dr Carlos Amorim, fisiologista do exercício e especialista da Ciera Genomics. “Quando identificamos que um atleta possui uma predisposição genética maior à lesões, podemos atuar de forma preditiva. Ao invés de trata a lesão quando ela já está, de fato, evidente, nós criamos um protocolo de fortalecimento, mobilidade e flexibilidade sob medida. É a diferença entre o cuidado reativo e o preventivo de alta performance.”

Ciência por trás da performance

O teste, que utiliza um simples swab (coleta de mucosa oral) e é realizado uma única vez na vida – pois a genética do indivíduo não muda – é capaz de revelar dados cruciais como o perfil das fibras musculares e riscos associados à proteína ACTN3 — fundamental para a força muscular. Além do aspecto estrutural, a Ciera Genomics destaca que a medicina de precisão também abrange o metabolismo do atleta. Por meio de exames de metabolômica e de microbiota, é possível entender o funcionamento interno do corpo durante o esforço máximo, permitindo ajustes precisos em dieta e suplementação que impactam diretamente na longevidade e no rendimento.

“Cristiano Ronaldo é um exemplo de atleta que quebrou o paradigma da longevidade. Ele se mantém no auge aos 40 anos porque dedicou sua carreira a conhecer profundamente seu próprio corpo — sua genética e seu metabolismo”, complementa o especialista. E reforça, “Hoje, o atleta que quer ser longevo, saudável e de alta performance precisa, obrigatoriamente, conhecer a sua biologia.”

“No final das contas, o impacto dessa tecnologia vai muito além do pódio ou do contrato profissional. Ao traduzir o código genético em planos de ação personalizados, permitimos que o atleta profissional prolongue sua carreira com integridade física e mental, transformando a prática esportiva em um ciclo virtuoso de superação. Mas a revolução da medicina de precisão também democratiza o bem-estar: o praticante amador — aquele que corre suas maratonas de fim de semana ou frequenta a academia em busca de saúde — passa a ter em mãos a bússola para evitar o overtraining, ajustar sua nutrição com base na sua própria biologia e transformar o exercício em um hábito sustentável e livre de dores”, finaliza Dra. Carlos Amorim.

Em última análise, esses exames esclarecem o controle sobre o próprio envelhecimento, permitindo que a performance e a longevidade deixem de ser um privilégio de poucos para se tornarem um novo padrão de qualidade de vida para todos.

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