A Copa do Mundo FIFA sempre reorganiza a rotina dos brasileiros, mas desta vez também está redesenhando a forma como as marcas se conectam com o público. Um levantamento da Kantar mostra que 77% dos brasileiros pretendem acompanhar a competição deste ano, que acontece em junho e julho, reforçando o tamanho da audiência e o potencial de engajamento ao longo da competição. Mais do que disputar a atenção em intervalos comerciais, empresas vêm apostando em um movimento mais imersivo: criar seus próprios espaços, experiências e narrativas durante os jogos.
“Com a atenção do público já concentrada no evento, as empresas passam a disputar espaço em um ambiente de alta visibilidade. Em vez de depender apenas de campanhas publicitárias tradicionais, cresce o investimento em experiências proprietárias que combinam entretenimento, convivência e relacionamento com consumidores”, destaca Ramon Prado, CEO da HUSTLERS.BR.
Um exemplo recente desse movimento é a iniciativa da CazéTV, que prepara a Casa CazéTV para a Copa. O projeto prevê espaços presenciais voltados à transmissão dos jogos com participação de convidados, produção de conteúdo ao vivo e integração entre público, influenciadores e marcas parceiras. A proposta amplia a experiência que já acontece no ambiente digital e mostra como as transmissões esportivas vêm sendo transformadas em encontros híbridos, nos quais entretenimento e relacionamento passam a ocupar o mesmo espaço.
Esse tipo de iniciativa tem ganhado espaço justamente por ampliar o tempo e a qualidade do contato com o público. Transmissões comentadas, encontros temáticos e ativações criam ambientes em que a marca deixa de ser apenas mensagem e passa a fazer parte da experiência do torcedor.
Além disso, ao estruturar eventos próprios, as empresas ganham controle sobre linguagem, formato e audiência, conseguindo alinhar cada detalhe do seu posicionamento. O resultado é uma presença mais consistente, que vai além de ações pontuais e se desdobra ao longo de todo o calendário da competição. Outro efeito direto é o aumento do engajamento orgânico. Experiências presenciais tendem a gerar compartilhamentos espontâneos nas redes sociais, especialmente quando o público participa ativamente da programação, o que amplia o alcance das iniciativas de forma natural.
Projetos desse tipo, no entanto, exigem planejamento integrado entre estratégia, operação e narrativa de marca. “A HUSTLERS. BR atua justamente nesse desenho de experiências proprietárias conectadas a eventos de grande mobilização coletiva. Aqui desenvolvemos ações pensadas para transformar grandes temas em ambientes estruturados de convivência e relacionamento, alinhados aos objetivos de comunicação de cada cliente”, comenta Ramon.
Ao ocupar esse espaço mais próximo da vivência do torcedor, as marcas deixam de apenas acompanhar a conversa para, de fato, fazer parte dela. Em um cenário de alta disputa por atenção, essa mudança tende a redefinir como as empresas constroem relevância durante grandes eventos, especialmente durante a Copa do Mundo.