Torneios Estaduais precisam mudar, e Ronaldo tem razão!

FOTO: Reprodução | Band

Por George Fernandes (editor do BE)

 

Ronaldo Fenômeno trouxe à tona, mais uma vez, uma ideia que eu sempre defendi: reduzir o inchaço do calendário do futebol brasileiro, começando pelos Campeonatos Estaduais. No programa Galvão e Amigos, na Band, ele sugeriu um novo formato para os Estaduais, inspirado na Copa do Mundo: fase de grupos curta, semifinais e finais.

Para estados menores, dois grupos de quatro times, com os dois melhores avançando às semifinais. Nos maiores, até quatro grupos de quatro. No fim, os finalistas jogariam, no máximo, dez partidas, e não as intermináveis 17 ou 18 datas atuais. Seria um modelo muito mais emocionante, competitivo e rentável.

E por que isso faria sentido? Primeiro, porque daria ao evento uma nova dinâmica, mais atrativa para patrocinadores e emissoras de TV. Um torneio curto e decisivo gera engajamento. Não há espaço para aquele marasmo de jogos sem importância no meio do caminho.

Segundo, porque os Estaduais hoje são um dos grandes vilões do calendário. Enquanto os clubes europeus disputam, no máximo, 50 a 60 partidas por temporada, aqui no Brasil alguns times chegam a 80 jogos! O desgaste físico é absurdo, a qualidade cai, os times do interior perdem força, e o torcedor se afasta.

Mas, claro, mexer nos Estaduais não é fácil. Há interesses políticos, clubes dependentes das cotas dessas competições e federações que resistem a qualquer mudança. Ronaldo sabe bem disso.

Talvez por isso tenha sido alijado da eleição da CBF, onde Ednaldo Rodrigues foi reeleito por unanimidade até 2030. O sistema não quer mudanças. Mas o futebol brasileiro precisa delas.

Se Ronaldo fosse presidente da CBF, será que teríamos essa revolução no calendário? Nunca saberemos. Mas de uma coisa eu tenho certeza: o modelo atual dos Estaduais está ultrapassado. Quem ama o futebol de verdade sabe disso. E Ronaldo também.

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